Menu

Óleo rerrefinado protege o motor? Conheça o Motul NGEN 6 5W-30

Gustavo Agiessi · · 7 min de leitura

Sim. Óleo rerrefinado não é óleo usado colocado novamente no motor. O lubrificante usado passa por um processo industrial que recupera o óleo básico; depois, a Motul formula o produto, adiciona o pacote de aditivos e controla sua qualidade. O Motul NGEN 6 5W-30 que chegou à Utacar atende API SP e ILSAC GF-6A, mas só deve ser aplicado quando essas especificações e a viscosidade forem compatíveis com o manual do veículo.

O que é o novo Motul NGEN Circular Autopeças?

A linha Motul NGEN Circular Autopeças foi lançada no Brasil em agosto de 2026 por uma parceria entre Stellantis, Motul e Lwart. A Circular Autopeças, unidade de economia circular da Stellantis, participa do projeto; a Lwart fornece óleo básico proveniente do rerrefino; e a Motul desenvolve a formulação, produz o lubrificante e faz o controle de qualidade.

A proposta é aproveitar óleo lubrificante usado ou contaminado, conhecido pela sigla OLUC, como matéria-prima para um novo óleo básico. Segundo a Stellantis, os produtos da linha podem conter entre 30% e 70% de conteúdo proveniente do rerrefino, dependendo da aplicação. As embalagens são produzidas com mais de 98% de plástico reciclado e podem ser recicladas novamente.

O produto fotografado na Utacar é o Motul NGEN 6 5W-30 para motores a gasolina, flex e híbridos compatíveis. O rótulo informa 67% de óleo básico rerrefinado e 98% de plástico reciclado na embalagem. Ele é semissintético e declara as especificações API SP e ILSAC GF-6A.

Expositor de lubrificantes Motul na Utacar, com os frascos do NGEN 6 5W-30 na prateleira de cima, ao lado de outras linhas da marca.
O lançamento já faz parte do estoque de lubrificantes da Utacar.

Óleo rerrefinado é inferior ao óleo de primeiro refino?

Não. No rerrefino, o óleo usado passa por etapas industriais para retirar água, contaminantes, combustível, produtos de oxidação e o pacote de aditivos já degradado. O resultado volta a ser óleo básico, que será usado na fabricação de um novo lubrificante. Não se trata de filtrar o óleo retirado de um motor e colocá-lo em outro carro.

A qualidade do lubrificante pronto depende do óleo básico, da formulação, dos aditivos, dos ensaios e do controle do fabricante. A origem rerrefinada da base não dispensa nenhuma dessas etapas. No caso da linha NGEN Circular Autopeças, a Lwart produz óleo básico Grupo II e a Motul responde pela formulação e pelo controle de conformidade com as especificações declaradas.

A Stellantis informa que uma Avaliação do Ciclo de Vida apontou redução de 77% nas emissões de gases de efeito estufa em comparação com o óleo de primeiro refino usado nacionalmente. Esse dado se refere ao impacto do ciclo de produção, não a uma promessa de que o carro consumirá 77% menos combustível ou emitirá 77% menos durante o uso.

O que significam API SP e ILSAC GF-6A?

API SP é uma categoria de desempenho para óleos de motores a gasolina. Entre os requisitos estão proteção contra pré-ignição em baixa rotação, conhecida como LSPI, desgaste da corrente de comando, depósitos em pistões e turbocompressores, formação de borra e degradação em alta temperatura.

ILSAC GF-6A combina requisitos de desempenho com critérios ligados à economia de combustível, compatibilidade com sistemas de controle de emissões e proteção de motores que utilizam combustíveis com etanol. O American Petroleum Institute recomenda que o proprietário consulte primeiro o manual do veículo, porque uma classificação atual não corrige uma viscosidade ou uma homologação incompatível com o motor.

Na prática, API SP e ILSAC GF-6A mostram o nível de desempenho declarado para esse Motul NGEN 6. Ainda precisamos conferir se o carro pede SAE 5W-30 e se há alguma aprovação específica da montadora. A viscosidade é apenas o começo da escolha.

Mão segura o frasco de 1 litro do Motul NGEN 6 5W-30 Circular Autopeças, com o rótulo frontal indicando API SP, ILSAC GF-6A e 67% de óleo básico rerrefinado.
O rótulo identifica SAE 5W-30, API SP, ILSAC GF-6A e a aplicação em motores compatíveis.

A parceria com a Stellantis significa que serve em qualquer Fiat, Jeep ou Peugeot?

Não. A parceria é oficial e envolve o desenvolvimento de uma linha voltada ao mercado de reposição multimarcas. Isso não torna um único 5W-30 universal para todos os motores das marcas Stellantis. Dentro de Fiat, Jeep, Peugeot, Citroën, Ram e outras marcas do grupo existem motores, anos e sistemas de emissões com exigências diferentes.

O próprio rótulo informa que o Motul NGEN 6 5W-30 pode ser usado em motores que exijam SAE 5W-30, API SP e ILSAC GF-6A. Se o manual pedir outra viscosidade, uma norma europeia, uma homologação própria ou um produto destinado a diesel com DPF, a aplicação precisa ser outra.

Também vale separar parceria, especificação e homologação. A parceria identifica quem desenvolveu o projeto. API e ILSAC descrevem requisitos de desempenho. Já uma homologação de montadora é uma aprovação específica, normalmente identificada por um código no rótulo ou na ficha técnica. Na Utacar, conferimos o conjunto antes de definir o óleo.

Verso do frasco do Motul NGEN 6 5W-30, com as instruções de uso, a assinatura by Stellantis e o código de barras.
No verso, o fabricante orienta obedecer às recomendações do fabricante do veículo.

Quais produtos fazem parte da nova linha?

O lançamento reúne cinco óleos para motor e um fluido para transmissão automática. A gama anunciada pela Stellantis inclui Motul NGEN 6 5W-30, NGEN 6 5W-30 Diesel, NGEN 6 5W-40, NGEN 4 10W-40, NGEN 4 15W-40 e NGEN MATIC ATF VI.

A versão diesel 5W-30 foi desenvolvida para veículos compatíveis com sistemas de filtro de partículas. O NGEN MATIC ATF VI é um fluido de baixa viscosidade para transmissões automáticas convencionais e declara atendimento a normas como Fiat 9.55550-AV5, Aisin AW-1 e AW-2, JWS 3324, ATF WS, Mercon LV e Dexron VI.

Essa variedade é importante porque motor e transmissão não usam um produto genérico. Cada conjunto exige viscosidade, nível de desempenho e homologações próprias. Mesmo quando dois frascos exibem “5W-30” ou “ATF”, a aplicação pode ser diferente.

Como escolhemos o lubrificante na Utacar

Na troca de óleo do motor, começamos pelo veículo: modelo, ano, motorização, combustível, quilometragem, forma de uso e histórico de manutenção. Em seguida, consultamos a orientação técnica do fabricante e cruzamos viscosidade, especificações e homologações. Só depois escolhemos o produto e a quantidade correta.

Também avaliamos filtro, vazamentos, nível, condição do óleo retirado e prazo de manutenção. O intervalo deve seguir o manual e pode precisar de atenção maior em uso severo, como trajetos curtos frequentes, trânsito intenso, muita marcha lenta, poeira ou carga elevada. Usar um óleo melhor não autoriza estender o prazo por conta própria.

Na transmissão automática, o cuidado é ainda mais específico. Antes da troca, verificamos histórico, comportamento em rodagem, vibrações, falhas eletrônicas, temperatura e amostra do fluido. A máquina é uma ferramenta do processo; ela não substitui o diagnóstico nem define qual ATF pode entrar no câmbio.

O novo Motul NGEN já está disponível em Campinas

A Utacar já recebeu o Motul NGEN 6 5W-30 Circular Autopeças mostrado nas fotos. Como posto credenciado Motul em Campinas, mantemos uma linha de lubrificantes para diferentes aplicações e atualizamos o estoque conforme chegam produtos e especificações novas.

Isso permite oferecer uma alternativa atual para veículos compatíveis com API SP e ILSAC GF-6A, mantendo o critério que usamos em qualquer troca: primeiro vem a exigência técnica do carro. O lançamento ser recente, sustentável e desenvolvido com grandes empresas é relevante, mas a decisão final continua no manual, na ficha técnica e na condição do veículo.

Para o cliente, a vantagem é simples: ele não precisa escolher o óleo olhando apenas a marca ou a viscosidade. A equipe confere a aplicação, registra o serviço e orienta o próximo intervalo de manutenção.

Como saber se esse óleo serve no meu carro?

Consulte no manual a viscosidade SAE, a categoria API ou ACEA e os códigos de aprovação exigidos pela montadora. Se o carro tiver mais de uma opção conforme clima ou uso, a escolha deve respeitar a tabela do fabricante. O fato de a tampa do motor mencionar 5W-30 também não substitui a especificação completa.

Se você não tiver o manual ou estiver em dúvida, envie à Utacar o modelo, o ano, a motorização e a quilometragem. Nós consultamos a aplicação antes de preparar o orçamento. Assim, a troca de óleo em Campinas deixa de ser uma escolha por hábito e passa a seguir a necessidade real do motor.

Quer fazer a troca de óleo em Campinas?

Quer saber se o Motul NGEN 6 5W-30 é compatível com o seu carro? Envie o modelo, o ano, a motorização e a quilometragem para a equipe da Utacar. Nós conferimos a especificação correta e orientamos a troca de óleo do motor ou a avaliação da transmissão automática antes de aplicar qualquer produto.

Conheça a oficina mecânica da Utacar em Campinas.

Este conteúdo é da nossa área de oficina mecânica em Campinas.