Menu

Dez anos de BNI: o que o networking cobra de quem fica

Gustavo Agiessi · · 5 min de leitura

Toda semana, bem cedo, eu estou numa sala aqui em Campinas com uma plaquinha da Utacar na minha frente e um pedido de referência escrito à mão. Na semana passada o pedido era simples: revisão automotiva.

Faço isso há quase dez anos, na mesma equipe — a BNI Master, que vai completar doze. E a razão de eu estar escrevendo sobre isso não é o tempo em si. É o que esse tempo exige de quem quer continuar na sala.

Mesa de reunião da equipe BNI Master em Campinas com a placa de Gustavo Agiessi, da Utacar Experience, e o pedido de referência "revisão automotiva".
A mesa de uma manhã de sexta: placa, pedido de referência e, nesta semana, o troféu de melhor apresentação da equipe.

O que é uma equipe de BNI, para quem nunca entrou numa reunião

Se você nunca participou, a imagem que vem à cabeça costuma ser a de um café da manhã entre empresários trocando cartão. Não é isso.

Uma equipe de BNI tem uma cadeira por categoria profissional. Só existe um contador, um advogado, um dentista, uma empresa de manutenção automotiva. A reunião é semanal, tem hora para começar e hora para acabar, cada um tem um tempo curto para apresentar, e o fechamento é sempre o mesmo: quem precisa de quê, e quem pode apresentar quem.

A moeda não é o cartão. É a indicação — e indicação tem dono.

O forno autolimpante

Essa é a parte que eu acho que vale ser dita, e é o motivo real deste texto.

Quando alguém da equipe indica a Utacar para um cliente, essa pessoa está colocando o nome dela junto com o meu. Se o carro atrasa, se o orçamento muda do nada, se o atendimento é ruim, quem recebe a ligação chateada não sou só eu: é quem indicou. Ele vai ouvir do próprio cliente que confiou nele.

Por isso a gente costuma dizer que o BNI é um forno autolimpante. Todo ano tem renovação, tem avaliação, tem cadeira que muda de dono. Empresa que fala bonito e entrega mal não aguenta dois ciclos, porque as pessoas param de indicar muito antes de qualquer processo formal acontecer. O grupo se limpa sozinho, em silêncio.

Ninguém fica dez anos numa sala dessas à base de conversa. Fica quem entrega na segunda-feira o que prometeu na sexta.

Passei por quase todas as cadeiras

Nesses anos eu fui anfitrião, coordenador de anfitriões, coordenador de entrevistas, secretário-tesoureiro, diretor da equipe e presidente mais de uma vez.

Não escrevo isso como currículo. Escrevo porque essas funções são trabalho voluntário e chato: é chegar antes de todo mundo para arrumar a sala, é ligar para quem faltou, é cobrar o colega atrasado, é conduzir conversa difícil quando uma indicação não foi bem atendida.

Quem só vem buscar negócio não dura. Dura quem assume cadeira. E, sinceramente, foi carregando essas cadeiras que eu aprendi mais sobre gestão do que em qualquer curso que paguei.

O que isso fez com a Utacar

Abriu porta, sim. Trouxe cliente, trouxe fornecedor, trouxe parceiro. Mas se fosse só isso eu não estaria escrevendo um texto inteiro.

O que o convívio semanal com gente de trinta áreas diferentes fez foi me obrigar a olhar a Utacar de fora. Sentar toda semana ao lado de um contador, de um advogado trabalhista, de um consultor de processos, de um corretor, de gente que vive de reputação como eu vivo, muda a sua régua. Você começa a enxergar como amadorismo coisas que antes pareciam normais no setor.

Boa parte do que hoje a gente chama de diferencial da Utacar — orçamento com foto e vídeo, checklist, prazo tratado com seriedade, um consultor só do orçamento à entrega — nasceu dessa régua. Não veio de um manual de franquia. Veio de conviver com empresários que cobram.

E veio também muita amizade que passou do ambiente de negócio e ficou para a vida. Isso não entra em planilha nenhuma, mas é o que eu levo de mais valioso.

O que a gente trouxe de lá para dentro da oficina

Quando o seu negócio vive de indicação, você é obrigado a conseguir provar o que fez. Não adianta dizer que o serviço foi bem feito: tem que dar para mostrar.

Foi isso que empurrou a gente para registrar tudo. O diagnóstico vai com foto, vídeo e laudo pelo WhatsApp antes de qualquer autorização. As peças trocadas saem na bandeja, na frente do cliente. E o histórico inteiro fica no aplicativo da Utacar, onde o dono vê o que foi feito, quando foi feito e o que ainda está na garantia — inclusive na hora de vender o carro.

Não é tecnologia por moda. É a versão digital de uma regra que eu aprendi na sala de reunião: quem indica merece poder conferir.

Se você quer entender melhor o critério, já escrevemos sobre como escolher uma boa empresa para cuidar do seu carro em Campinas.

Se você é de BNI, sinta-se em casa

Se você é membro de alguma equipe e caiu aqui, você já conhece o jogo. Não preciso te explicar o que é um um-a-um, nem por que você pensa duas vezes antes de passar o nome de alguém.

Então fica o convite simples: venha conhecer a operação antes de precisar. A porta está aberta para visita, sem compromisso nenhum e sem apresentação de vendas. Você entra, vê a oficina, a área de estética e o Fast Repair funcionando, conversa com quem executa. Depois você decide sozinho se a Utacar merece o seu nome junto.

É assim que eu gosto de ser avaliado — e é o mesmo critério que a gente usa com qualquer visitante, de BNI ou não.

Se quiser conhecer a estrutura antes de vir, dá para dar uma volta por aqui: a Utacar por dentro.

O que eu levo de dez anos

Três coisas, se eu tiver que resumir.

A primeira é que reputação não se constrói com campanha, se constrói com repetição. São centenas de sextas-feiras.

A segunda é que o atalho cobra juros. Toda vez que alguém tenta resolver no improviso, o grupo descobre — porque o cliente volta e conta.

A terceira é que a gente cresce pelo que entrega quando ninguém está olhando. A indicação acontece numa sala, mas ela é decidida no pátio da oficina, numa terça-feira à tarde, quando o carro está pronto no prazo que a gente prometeu.

Fale com a Utacar

Se você quer marcar uma visita, pedir uma avaliação ou só entender como a gente trabalha, é só chamar. Em Campinas, oficina, estética e Fast Repair ficam no mesmo endereço, na Rua da Abolição, 874, na Ponte Preta.

Páginas relacionadas

Este conteúdo é da nossa área de a Utacar por dentro.